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sábado, 5 de janeiro de 2013

Te conheci.


Precisávamos conversar , esclarecer algumas coisas, por pingos em vários 'IS' que faltavam.

Nosso papo ocorreu na Confeitaria Colombo, aconchegante e serio como a conversa deveria ser.






– Ooi!
–Sempre atrasado.
–Estou vendo que você não se esqueceu das minhas manias.(risos)
–Como poderia? Elas foram o que mais contribuiu lembra.
–Sua mania de organização também foi crucial. 
–Eu não te chamei aqui pra discutir o passado, você me pediu uma conversa e aqui estou eu te dando uma conversa , me diga o que você tem de tão importante a me dizer.
–O que eu tenho pra dizer você já sabe, é só eu olhar pra você que seus olhos me denunciam aquilo sempre foi certeza dentro de mim, da mesma forma que em todas essas viagens eu nunca deixei de pensar em você, sei que no meio de todos seus estudos e trabalhos você também nunca deixou de pensar em mim e mesmo que você tenha enterrado o nosso sentimento eu estou aqui de novo pra desenterrar-lo e te fazer feliz , cumprir as promessas que te fiz e cobrar as que você me fez também. Eu tive que viajar meio mundo pra descobrir que é você que eu amo mais que tudo, nenhum dia se passou sem que de noite eu pegasse a sua foto e a beijasse pra te  desejar boa noite e agora eu quero fazer isso pessoalmente, todos os dias enquanto eu viver quero estar com você e poder dormir do seu lado e te desejar boa noite ao pé do seu ouvido com a certeza de que vou acordar ao lado da mulher mais linda do mundo.
–Comovente! Mas não tem como acontecer, infelizmente o mundo não gira em torno de você.Alias, eu não giro em torno da sua vontade. Eu construí uma vida, uma carreira , um relacionamento...
–Aaaaaaaaaaaah! Você chama aquilo de relacionamento!?
–Chamo sim! Relacionamento de companheirismo, de atenção, de apoio , ou você acha que eu fiquei super bem quando você decidiu que precisava dar uma role pelo mundo. Agora você volta dizendo que me ama, que nunca me esqueceu. Não! Eu não vou jogar tudo que conquistei pro alto só por que o Peter Pan resolveu brincar de casinha. Eu não posso viver pra fazer a sua vontade. Eu tenho uma vida pronta e você não faz parte dela.
–Você me ama.
–Não! eu não te amo.
–Isso não foi uma pergunta, foi uma afirmação. Você pode ate fingir mas seus olhos nunca mentiram pra mim e agora eles estão refletindo o mesmo medo que refletiam a anos atrás quando eu te abracei e apertei sua mão pra estancar o sangue da ferida que você tinha arrumado. Mas a  pergunta que eu vou fazer, e que realmente me intriga é:De onde vem tanto medo se você é uma mulher tão bem resolvida?
–Você não sabe mais nada sobre mim.
–Não! É você que não sabe mais nada sobre você mesma.

Dizendo isso ele foi embora.
Não o procurei depois disso. Eu tinha o celular dele mas não liguei. Eu sabia onde ele estava hospedado mas não fui vista-lo. Eu estava com saudades mas não fiz nada quanto a isso. 
Ao contrario do que ele disse , eu sabia sim quem eu era mas eu não queria assumir essa verdade. Eu sabia que o amava mas não tinha coragem pra jogar tudo pro alto e viver isso.
Depois daquele dia na confeitaria eu nunca mais o vi, nosso ultimo contato foi por SMS.
Tentei ligar para aquele número mas não atendia, eu queria conversar com ele de novo pra tentar ter coragem, par tentar explicar que a garota que ele amava ainda existia, pra dizer que eu o amava, mas não deu, ele já tinha desaparecido como das outras vezes.  


E assim foi o fim, triste fim.


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